CADentista

04 — Impressão 3D

PT/EN

04 — Impressão 3D

Da estereolitografia
à bancada.

Tecnologias, resinas, fatiamento, suportes, lavagem, pós-cura, segurança e validação clínica. A proposta é separar aplicabilidade real de promessa comercial.

405 / 385 nmComprimentos de onda usuais
DPS · PolyJetTecnologias incluídas
16Materiais tabulados
24Referências

Doze blocos · abra o que precisar

TecnologiasTabelas de materiais
01

História e entrada na odontologia

A impressão 3D é uma forma de manufatura aditiva: o objeto é produzido camada a camada a partir de um modelo digital. Na odontologia, ela se integrou ao fluxo CAD/CAM porque permite transformar escaneamentos intraorais, modelos laboratoriais e planejamentos cirúrgicos em modelos, guias, protótipos, dispositivos interoclusais, bases protéticas e restaurações poliméricas.

1980s

Consolidação da estereolitografia, em que uma resina fotossensível é polimerizada seletivamente por luz. Esse princípio ainda sustenta SLA, DLP e MSLA/LCD.

1990–2000

Expansão industrial de prototipagem rápida e entrada gradual na área médica para modelos anatômicos, guias e planejamento.

2010+

Popularização odontológica com scanners intraorais, softwares CAD, impressoras de bancada e resinas biocompatíveis.

Hoje

Uso clínico-laboratorial ampliado, mas altamente dependente de indicação, material, equipamento, parâmetros, pós-processamento e rastreabilidade.

02

Tipos de impressora e diferenças

O mecanismo de formação da camada ajuda a entender materiais, produtividade e limitações. A tecnologia, isoladamente, não valida uma indicação clínica.

FDM / FFF

Filamento fundido

Extrusão de termoplástico aquecido. Útil para protótipos, organização de bancada e peças didáticas. O uso intraoral depende de materiais e processos específicos.

SLA

Laser por trajetória

Um laser percorre a seção de cada camada e fotopolimeriza a resina. O tempo depende das trajetórias; a acurácia depende do conjunto óptico, material e processo.

DLP

Luz projetada

Um projetor com microespelhos (DMD) expõe a seção da camada. Tamanho do pixel, óptica, resina e separação da camada participam do resultado.

MSLA / LCD

Luz através de máscara

Uma tela LCD controla a passagem da luz de LEDs. A contagem em “K” descreve a tela; não mede, sozinha, a acurácia da peça.

LFD

Uma arquitetura de MSLA

Low Force Display é a arquitetura proprietária da Formlabs Form 4/4B. Combina máscara LCD, iluminação e sistema de liberação; não é uma categoria geral que inclua Asiga ou SprintRay DLP.

SLS / MJF

Fusão em leito de pó

SLS usa laser; MJF usa agentes depositados e energia térmica. Ambos processam leitos de pó polimérico, em fluxos sobretudo industriais.

DPS

Pressão e fotopolimerização

Digital Press Stereolithography é o processo proprietário do SprintRay Midas. Cápsulas pressurizadas permitem processar compósitos fotopolimerizáveis de alta viscosidade e alto teor de carga; a luz define as camadas.

Aplicação: restaurações nas indicações autorizadas para cada material. O resultado continua dependendo da cápsula, do equipamento e do pós-processamento previstos na IFU. Não equivale à prensagem ou à sinterização de cerâmica.

SprintRay · Midas · Processo e aplicações

SprintRay Midas
Imagem do fabricante. SprintRay · Midas
PrincípioEsquema conceitual; não representa a construção interna do equipamento.
  1. Cápsula pressurizada
  2. Exposição seletiva
  3. Construção em camadas
PolyJet

Gotas, luz e múltiplos materiais

PolyJet é uma tecnologia de jateamento de material da Stratasys. Cabeçotes depositam microgotas de fotopolímero, curadas por UV em cada camada. O material de suporte é depositado separadamente e removido ao final.

Aplicação: modelos multicoloridos e com materiais diferentes, conforme o equipamento. No sistema J5 DentaJet/TrueDent, próteses totais podem ser impressas com base e dentes em uma peça. A indicação depende da resina, da IFU e da região.

Stratasys · J5 DentaJet · Processo e aplicações

Stratasys J5 DentaJet
Imagem do fabricante. Stratasys · J5 DentaJet
PrincípioEsquema conceitual; não representa a construção interna do equipamento.
  1. Gotas do material
  2. Suporte removível
  3. Cura por UV
03

Arquivos e softwares de fatiamento

O arquivo de desenho não é o mesmo arquivo que a impressora executa.

Arquivos e softwares de fatiamento
TipoExemplosUsoLimitação
Malha geométricaSTL Formato mais difundido para modelos e peças CAD. STL não define formalmente a unidade e não preserva cor/textura. Confirme escala e integridade da malha.
Malha com cor e texturaPLY, OBJ Útil para escaneamentos coloridos, comunicação, face scan e planejamento. Nem todo fatiador ou CAD usa esses dados de cor de forma clínica.
3MF3D Manufacturing FormatPode preservar unidade, geometria e metadados de fabricação.O suporte às extensões varia entre programas. 3MF Consortium
Projeto de desenho ou preparoDentalCAD, Blender (.blend), PreForm (.form) Guarda o estado editável no respectivo software; um projeto de preparo não é necessariamente um CAD paramétrico. Geralmente depende do software original.
Arquivo fatiadoCTB, CB, PWMA/PWMX, Photon, PWS, ZIP, FORM e formatos proprietários Contém imagens de camadas, tempos, velocidades, lift/retract e metadados da impressora. Não é universal; um arquivo fatiado para um equipamento não serve para outro.
i

Fatiadores abertos — liberdade com responsabilidade

CHITUBOX, Lychee, Voxeldance Tango e Photon Workshop permitem editar exposição, camadas, suportes, compensações e, em muitos casos, velocidades. São úteis para sistemas abertos, mas exigem validação própria.

ii

Fatiadores fechados — processo mais controlado

PreForm, RayWare/SprintRay, Primeprint, Asiga Composer e ecossistemas similares podem trabalhar com bibliotecas validadas. Alguns permitem edição fina; outros restringem parâmetros para proteger o protocolo.

04

Como usar: fluxo clínico-laboratorial

O desempenho da peça depende da cadeia inteira, não de um único equipamento.

  1. Indicação

    Defina se a peça será modelo, guia, dispositivo interoclusal, provisório, coroa de longa duração, base protética ou protótipo.

  2. Arquivo

    Verifique malha, espessura, bordas abertas, artefatos e escala antes de fatiar.

  3. Fatiamento

    Escolha orientação, suportes, camada, exposição, distância de lift, velocidade, compensações e se haverá oco e furos.

  4. Impressão

    Controle resina, lote, agitação, temperatura, tanque, filme, plataforma, contaminação e luz ambiente.

  5. Lavagem

    Remova resina líquida sem saturar ou fragilizar a peça. Use solvente e tempo compatíveis com a IFU.

  6. Pós-cura

    Aumente o grau de conversão com unidade, tempo e condições definidos na IFU. Isso não implica conversão de 100% dos monômeros.

  7. Acabamento

    Remova suportes, ajuste, polimento e, quando indicado, glaze e caracterização sem violar a indicação do material.

  8. Validação

    Confirme adaptação, estabilidade dimensional, ausência de resina residual, documentação de lote e rastreabilidade.

05

Parâmetros de fatiamento

Nomes baseados em CHITUBOX e fatiadores similares; sistemas fechados podem bloquear parte dos ajustes.

Parâmetros de fatiamento
ParâmetroO que controlaImpactoErro comum
Layer HeightAltura de cada camada.Camadas menores podem melhorar transições verticais, mas aumentam tempo e nem sempre melhoram adaptação.Usar 25 µm sem recalibrar exposição.
Exposure TimeTempo de luz das camadas normais.Define polimerização, detalhe, resistência de camada e dimensão lateral.Subexpor para ganhar velocidade ou superexpor até inchar margens.
Bottom ExposureTempo de luz nas camadas de base.Aumenta adesão à plataforma.Tempo excessivo gera pé de elefante; tempo baixo solta da plataforma.
Bottom Layer CountNúmero de camadas com exposição de base.Afeta adesão inicial e estabilidade de peças suportadas.Base exagerada em peças com regiões críticas próximas à plataforma.
Transition LayersTransição gradual entre exposição de base e normal.Reduz descontinuidade de cura e risco de delaminação perto da base.Ignorar quando o bottom exposure é muito maior que o normal.
Rest TimePausas independentes antes/depois da elevação e após o retorno.Favorece a estabilização da resina.Zerar a pausa após o retorno em um perfil que exige estabilização.
Light-off Delay (legacy)No CHITUBOX, soma elevação, espera e retorno.Não equivale a uma pausa independente.Copiar o valor de Rest Time; a interpretação pode variar com o firmware.
Lift DistanceQuanto a plataforma sobe após cada camada.Precisa ser suficiente para descolar a camada do filme e renovar resina.Distância baixa em FEP grande ou frouxo, ou com resina viscosa.
Lift SpeedVelocidade de subida.Influencia força de destacamento, delaminação e falha de suporte.Subida muito rápida em peça pesada; algumas impressoras fechadas não permitem editar.
Retract SpeedVelocidade de retorno à posição de exposição.Afeta turbulência, bolhas e estabilização da resina.Retração agressiva com resinas carregadas.
Light PWMCiclo de trabalho da fonte luminosa.Modula a intensidade emitida.Tratar PWM como nível de cinza da imagem.
Picture GrayscaleNível de cinza da região exposta na imagem.Pode alterar a dose local de luz.Mudar a imagem sem reavaliar a exposição.
Anti-aliasingSuavização dos degraus visuais da imagem fatiada.Pode melhorar aparência, mas não corrige geometria nem exposição ruim.Confundir suavização visual com precisão dimensional.
Tolerance CompensationCompensação de dimensões internas e externas.Útil para encaixes, modelos, análogos e roscas, se validada.Usar compensação para mascarar erro de calibração.
Observação

Em sistemas fechados ou validados, parâmetros como velocidade de lift, retract, PWM e tempo de cura podem não ser editáveis. Isso não é necessariamente uma limitação; pode ser parte da estratégia de controle e validação do fabricante.

06

Como calibrar uma resina em sistema aberto

Calibrar é encontrar uma janela robusta de impressão, não apenas fazer uma peça grudar na plataforma.

  1. Comece pela IFU

    Consulte instruções de uso, comprimento de onda, pós-cura, lavagem, compatibilidade e parâmetros iniciais do fabricante.

  2. Fale com o suporte

    Solicite perfil para sua impressora, versão de fatiador, tipo de tanque e filme e unidade de pós-cura.

  3. Padronize variáveis

    Controle temperatura, agitação, lote, camada, tanque, filme, plataforma, solvente e tempo de pós-cura.

  4. Use calibradores

    XP2/Validation Matrix, R_E_R_F, Cones of Calibration e AmeraLabs Town ajudam a achar a janela inicial.

  5. Meça com paquímetro

    Avalie dimensões críticas: espessura, pinos, furos, encaixes, linhas e paredes. Aparência isolada não basta.

  6. Teste peça real

    Valide em modelo, guia, dispositivo, coroa ou estrutura equivalente à indicação pretendida.

  7. Documente

    Registre impressora, resina, lote, perfil, temperatura, orientação, lavagem, pós-cura e resultado.

  8. Recalibre quando mudar

    Novo lote, nova cor, nova tela, novo FEP/PFA, nova câmara de cura ou mudança de temperatura justificam reavaliação.

07

Suportes, modelos ocados e ilhas

A maior parte das falhas em resina nasce de orientação, suporte insuficiente, ilhas ou aprisionamento de resina.

i

Como escolher suportes

O suporte deve estabilizar a peça contra a força de destacamento do filme, mas sem marcar áreas críticas. Em coroas, evite margens, superfície interna e zonas estéticas nobres. Em dispositivos interoclusais, evite intrados e superfície funcional sempre que possível. Em modelos, prefira bases, bordas e áreas sem leitura clínica.

ii

Ilhas

Ilha é uma região da camada que começa “no ar”, sem conexão com a plataforma, com suporte ou com uma camada anterior. Ela cura no filme, vira resíduo, cria geometria faltante e pode perfurar FEP/PFA ou danificar a tela. A correção é mudar orientação ou adicionar suporte antes da primeira camada da ilha.

Configurações de suporte
ConfiguraçãoSignificado práticoQuando aumentarQuando reduzir
Z Lift HeightDistância entre o ponto mais baixo do modelo e a plataforma.Para melhorar acesso aos suportes e facilitar escoamento de resina.Quando o tempo de impressão fica desnecessariamente alto.
Light / Medium / HeavyPredefinições de espessura, contato e densidade.Peças grandes, pesadas, com resina viscosa ou área de sucção maior.Peças delicadas ou áreas estéticas, desde que não haja ilhas.
Support AngleÂngulo máximo entre o plano tangente da superfície e a plataforma para gerar suportes automáticos.Quando há muitas regiões sem apoio ou ilhas pequenas.Quando o auto-suporte exagera e marca áreas críticas.
Touch Tip DistanceEspaçamento entre pontas. Maior distância = menor densidade.Para espaçar os suportes, quando a estabilidade já é suficiente.Para aumentar a densidade e reduzir trechos sem sustentação.
Contact Diameter / Tip Upper DiameterTamanho da área de contato na peça.Quando a peça solta ou há ilhas que falham.Quando a marca de suporte danifica superfície crítica.
Contact DepthProfundidade de penetração da ponta do suporte na peça.Para resistir à tração de destacamento, sobretudo em peças pesadas.Quando a remoção arranca material ou deixa crateras.
Upper / Lower DiameterDiâmetros do segmento superior do suporte.Quando o suporte dobra ou rompe perto da ponta.Para reduzir consumo e marcas, se a estabilidade for mantida.
Middle Diameter / AngleEspessura e inclinação do pilar principal.Peças pesadas, plataformas grandes ou resinas rígidas e viscosas.Quando há excesso de material e remoção difícil.
Raft Shape / Raft ThicknessBase de ancoragem na plataforma.Quando há descolamento da base ou falha inicial.Quando a aderência é excessiva e danifica plataforma ou peça.
Touch Tip DistanceMenor espaçamento aumenta a densidade. O desenho ilustra a relação, sem prescrever a posição de suportes em uma peça clínica.
  1. Mais próximos
  2. Mais afastados
Modelos ocados e aprisionamento de resina

Modelos ocos economizam resina e reduzem massa, mas só são seguros quando a resina líquida consegue sair. Se uma região oca fica fechada, a peça pode permanecer úmida internamente mesmo após lavagem e pós-cura; isso aumenta odor, exsudação de resina, falha de biocompatibilidade, amolecimento local, rachaduras tardias e contaminação da bancada. Use base aberta, furos de drenagem em pontos baixos e, quando necessário, um segundo furo para entrada de ar. A orientação e os suportes devem permitir escoamento durante a impressão e a lavagem.

Regra prática: antes de imprimir um modelo oco, percorra mentalmente cada camada. A resina precisa entrar, sair e ser lavada. Uma cavidade que não drena é uma falha de projeto, não um detalhe estético.

08

Lavagem, pós-cura, luz e temperatura

Pós-processamento é etapa de fabricação. Não é apenas limpeza.

i

Lavagem — solvente e tempo

Remove resina líquida superficial. Pode usar álcool isopropílico, etanol ou soluções indicadas pelo fabricante. Banho excessivo pode alterar superfície, adaptação e resistência. O protocolo deve seguir a IFU.

ii

Dois banhos

Um banho inicial remove o excesso; o segundo, mais limpo, finaliza. Essa estratégia reduz contaminação cruzada e resíduos pegajosos, principalmente em guias e geometrias internas.

iii

Pós-cura — conversão e propriedades

Aumenta o grau de conversão e pode reduzir monômeros residuais; não garante conversão completa. Influencia propriedades mecânicas, cor e resposta biológica. Siga a IFU: mais tempo não significa sempre melhor resultado.

iv

Cura com calor

O aquecimento pode aumentar mobilidade de radicais e monômeros, favorecendo grau de conversão. Em excesso, pode distorcer, amarelar ou fragilizar certos materiais.

v

Atmosfera e oxigênio

O oxigênio pode inibir a polimerização superficial. Algumas técnicas usam glicerina, nitrogênio ou câmaras específicas, mas isso depende da resina e da validação do fabricante.

vi

Comprimento de onda

A compatibilidade depende dos fotoiniciadores. Muitas resinas abertas usam 405 nm; alguns sistemas profissionais trabalham em 385 nm. A resina deve ser compatível com a impressora e com a unidade de cura.

09

Composição, toxicidade e tipos de resinas

Em geral, resinas para impressão 3D odontológica combinam monômeros e oligômeros acrilatos ou metacrilatos, fotoiniciadores, inibidores, pigmentos e, em materiais restauradores, cargas inorgânicas ou cerâmicas. A composição altera viscosidade, translucidez, radiopacidade, resistência, desgaste, sorção, solubilidade e protocolo de pós-cura.

i

Modelos — uso laboratorial

Foco em estabilidade dimensional, leitura anatômica, baixa contração e custo. Não devem ser usadas como biocompatíveis intraorais.

ii

Guias cirúrgicos

Precisam preservar dimensão, aceitar a esterilização indicada e manter estabilidade das anilhas.

iii

Coroas de longa duração

Costumam usar matrizes com carga inorgânica ou cerâmica para resistência, desgaste e estética. Exigem espessura, polimento e cimentação adequados.

iv

Dispositivos interoclusais

Podem ser rígidos, flexíveis ou termo-reativos. Conforto, retenção, desgaste e fratura dependem muito da formulação.

v

Bases e dentes de prótese

Demandam estabilidade dimensional, união entre base e dente e resistência ao envelhecimento em meio úmido.

vi

Segurança

Resina líquida é risco químico. Use luvas adequadas, óculos, ventilação, proteção da bancada e descarte correto. Peças clínicas precisam estar totalmente lavadas e pós-curadas conforme IFU.

10

Sistemas abertos, fechados e valores estimados

O custo real inclui impressora, lavagem, cura, resina, suporte, manutenção, validação e tempo de aprendizado.

Sistemas abertos, fechados e valores estimados
SistemaCaracterísticaExemplosFaixaContrapartida
AbertoMais liberdade. Permite diferentes resinas e fatiadores, mas exige calibração e documentação local. Elegoo Mars/Saturn, Anycubic Photon, Phrozen Sonic, UniFormation GKtwo, algumas configurações Asiga. R$ 1.800–18.000+Curva de aprendizado maior
HíbridoPerfis e abertura parcial. Reduz tentativa e erro, preservando alguma flexibilidade. Formlabs Form 4B, Asiga, Ackuretta e fluxos com bibliotecas validadas. R$ 18.000–80.000+Mais suporte do fabricante
FechadoControle de processo. Menos liberdade, maior padronização e custo de entrada superior. SprintRay, Dentsply Sirona Primeprint, Straumann/DMG/Saremco em ecossistemas validados. R$ 35.000–120.000+Perfil validado pelo sistema
Valores

Faixas aproximadas para o mercado brasileiro. Podem variar por câmbio, impostos, garantia, pacote de lavagem e cura, treinamento, licenças e suporte local. Não substituem cotação formal.

11

Propriedades mecânicas: coroas e dispositivos

Valores de fichas técnicas públicas e estudos. Não comparar diretamente sem considerar norma, orientação, impressora, lavagem, pós-cura e envelhecimento.

Tabela 1 — Resinas para restaurações de longa duração
MaterialResistência flexuralMódulo flexuralComposição e observaçõesFonte e leitura crítica
Smart Print Bio Vitality — Smart Dent147 MPa5,49 GPa Resina nano-híbrida; carga por peso 58–59%; Shore D >92; sorção 1,5 µg/mm³; radiopacidade 1,048 mmAl. Smart Dent · ficha técnicaResistência: ISO 4049, laudo citado pelo fabricante. Dados comerciais não estabelecem longevidade clínica.
PriZma 3D Bio Crown Diamond — Makertech143 MPaNão localizado 52% de cargas silanizadas, segundo catálogo. Conferir a indicação e o protocolo para cada tipo de restauração. Makertech · catálogoMódulo não localizado; não inferido a partir da composição.
PriZma 3D Bio Crown — MakertechNão localizadoNão localizado Resina nano-híbrida composta, com cerâmica e zircônia silanizada. Makertech · catálogoConsultar IFU/TDS da formulação e do sistema.
Voxelprint Ceramic — FGMNão localizadoNão localizado ~60% em peso de cargas inorgânicas vitrocerâmicas; compatível com DLP/LCD 385 ou 405 nm; indicado para próteses unitárias sobre dentes e implantes. FGM · perfil técnicoO documento apresenta gráficos de ensaios; não foram extraídos valores aproximados das barras. Perfil de impressão não valida sozinho todo o fluxo clínico.
BEGO VarseoSmile Crown Plus116–150 MPa4,09 GPa Material para restaurações unitárias e elementos protéticos; desempenho depende do sistema validado. BEGO · Technical dataFaixa declarada conforme o equipamento de pós-cura; não é média de um único ensaio.
Saremco print CROWNTEC155 MPa4,5 GPa Resina para restaurações impressas; valores dependem de método e pós-cura. Saremco · TDS 04/2024Valores típicos; DIN EN ISO 4049. Especificações: >130 MPa e >4,0 GPa.
Formlabs Permanent Crown≈116 MPaNão confirmado Material de ecossistema validado Formlabs; confirmar IFU vigente e impressora compatível. Formlabs · IFU 2020Documento histórico do fabricante hospedado em distribuidor. Módulo de 4,09 GPa não confirmado para esta fonte.
Tabela 2 — Resinas para dispositivos interoclusais
MaterialResistência flexuralMódulo flexuralOutras propriedadesFonte e leitura crítica
KeyPrint KeySplint Soft44–47 MPa1,1–1,4 GPa Elongação 100–120%; material flexível e termo-reativo. Keystone · TDS R5Resistência e módulo: ASTM D790. A mesma ficha traz outro conjunto de resultados pela ISO 20795-2.
Voxelprint Splint Tough — FGMNão localizadoNão localizado Consultar as propriedades da formulação e da versão comercial. Os números de tenacidade do ZIP não foram reconfirmados em ficha primária nesta revisão. FGM · VoxelprintDados numéricos não reconfirmados.
Cosmos Splint — Yller88 MPa2,45 GPa Valores da página Cosmos Splint; não atribuir automaticamente à variante SLA. Yller · Cosmos SplintISO 20795-1. Módulo elástico declarado pelo fabricante.
PriZma 3D Bio Splint — MakertechNão localizadoNão localizado Resina transparente biocompatível, indicada para retentores e dispositivos interoclusais; possui controle visual de pós-cura no catálogo. Makertech · catálogoConsultar IFU/TDS da formulação e do sistema.
PriZma 3D Bio Splint Soft — MakertechNão localizadoNão localizado Material flexível; não deve ser comparado diretamente a splints rígidos. Makertech · catálogoConsultar IFU/TDS da formulação e do sistema.
Formlabs Dental LT Comfort≈21 MPa0,643 GPa Elongação: 33%; Shore D: 75. Formlabs · material dataDados do protocolo Form 3B, 100 µm, Form Wash e Form Cure descrito pelo fabricante.
SprintRay NightGuard Firm≈119 MPa2,452 GPa Resina para dispositivos interoclusais rígidos. SprintRay · NightGuard FirmValores declarados pelo fabricante; conferir o protocolo antes da comparação.
DETAX Freeprint splint 2.0Não confirmadoNão confirmado Valores anteriores removidos até confirmação em ficha da formulação exata. Não transferir dados entre versões SLA/LCD ou materiais diferentes. Ivoclar · DETAX splint 2.0Indicação documentada; números não reconfirmados.
Tabela 3 — Provisório (indicação distinta)
MaterialResistência flexuralMódulo flexuralComposição e observaçõesFonte e leitura crítica
Cosmos Temp — YllerNão confirmadoNão confirmado Material para provisórios. Entrou na tabela por comparação, mas não deve ser tratado como resina para coroa de longa duração. Yller / Dental SpeedReferência de distribuidor herdada do ZIP; valores não reconfirmados nesta revisão. Material provisório.
Comparação responsável

Valores de resistência e módulo não são equivalentes quando medidos sob normas, geometrias, orientações, impressoras, tempos de cura, atmosferas e envelhecimentos diferentes. Onde o dado não existe em fonte pública, a tabela registra a ausência em vez de estimar.

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Referências essenciais

Fontes usadas para conceitos, parâmetros, pós-processamento e propriedades públicas. Sempre confirmar a IFU vigente.

  1. 3D Systems. Our Story — stereolithography and early 3D printing timeline. 3dsystems.com
  2. Hull CW. Apparatus for production of three-dimensional objects by stereolithography. US4575330A
  3. Jeong M et al. Materials and Applications of 3D Printing Technology in Dentistry: An Overview. PMC
  4. CHITUBOX Docs. Configure Print Settings. docs.chitubox.com
  5. CHITUBOX Docs. Configure Support Parameters. docs.chitubox.com
  6. CHITUBOX Academy. All You Need to Know about Failed Printing. docs.chitubox.com
  7. Formlabs. How to Hollow Out 3D Models With Meshmixer & PreForm. formlabs.com
  8. Karademir SA et al. Effects of post-curing conditions on degree of conversion, microhardness, and stainability of 3D printed permanent resins. PMC
  9. Bayarsaikhan E et al. Effects of Postcuring Temperature on the Mechanical Properties and Biocompatibility of Three-Dimensional Printed Dental Resin. PubMed · doi:10.3390/polym13081180
  10. NIOSH. Approaches to Safe 3D Printing. CDC/NIOSH (PDF)
  11. FGM Dental Group. Voxelprint Ceramic — perfil técnico da linha Voxelprint. Perfil técnico (PDF)
  12. Makertech Labs. Catálogo PriZma Bio Crown Diamond, Bio Crown e Bio Splint. Catálogo (PDF)
  13. Smart Dent. Smart Print Bio Vitality — especificações técnicas. loja.smartdent.com.br
  14. Yller / Dental Speed. Cosmos Temp — propriedades técnicas públicas. dentalspeed.com
  15. BEGO. VarseoSmile Crown Plus technical specifications. bego.com
  16. Formlabs. Dental LT Comfort Resin material properties. formlabs.com
  17. AmeraLabs. Town Calibration Part and resin printing settings guide. ameralabs.com
  18. TableFlip Foundry. Cones of Calibration V3. tableflipfoundry.com
  19. SprintRay. Midas — Digital Press Stereolithography.
  20. Stratasys. PolyJet technology.
  21. Stratasys. PolyJet with TrueDent.
  22. Saremco. CROWNTEC — TDS 04/2024.
  23. Keystone. KeySplint Soft — TDS R5.
  24. 3MF Consortium. Specifications.